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| Imagem que resume a tarde do Liverpool em Swansea (Foto: Getty) |
Chegamos ao topo e caímos subitamente em um espaço de uma semana. Há oito dias estávamos comemorando a vitória sobre os líderes do campeonato, uma partida que jogamos na forma que se deve jogar. Agressivo, alto ritmo, o estilo que Klopp gosta de chamar de "Heavy Metal". Aquele jogo foi, talvez, a melhor atuação da era Klopp. Vencemos os invencíveis, mostramos que até os melhores times tem fragilidades, mostramos como jogar futebol ao time que está dominando essa arte.
Parece que essa vitória aconteceu anos atrás. Hoje, como já disse, nada deu certo. Começamos o jogo de forma lenta, algo que não foi frequente nessa temporada, não nos movimentamos com precisão e jogamos de forma totalmente preguiçosa. Claro, muito se deve ao técnico Carlos Carvalhal que soube evitar a pressão do Liverpool, mas um time que sonha em brigar por Premier League e Champions League tem obrigação de vencer o lanterna do campeonato.
Os Reds entraram em campo com apenas uma mudança em relação ao jogo contra o Manchester City, com Van Dijk fazendo sua estréia na Premier League entrando no lugar de Lovren. No papel, o time é até melhor em comparação ao que venceu os líderes na última semana. A teoria é completamente o oposto, como mostra a performance e o resultado no Liberty Stadium nessa segunda-feira.
O Swansea abriu o placar após 40 minutos em uma falha que já é característica do Liverpool: Bola parada. Afastamos a primeira bola mas não conseguimos defender a segunda. É questão de aprender dos erros, algo que não estamos conseguindo fazer. Reprovamos na mesma prova várias vezes. Os torcedores esperam que Van Dijk vá resolver nossos problemas instantaneamente mas, como sabemos, as coisas não funcionam assim.
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| Problemas antigos e não resolvidos foram as principais respostas para a derrota (Foto: Premier League) |
Os times de Klopp tem uma característica peculiar: High Tempo. Quando os seus times recuperam a bola, em questão de poucos toques, criam uma situação de perigo. É claro que isso exige uma movimentação precisa e concentração, duas coisas que faltaram ao Liverpool hoje e que certamente foram os principais fatores para a derrota.
A preocupação é que grande parte dos torcedores não estão surpresos com essa derrota, já vimos isso acontecer outras vezes. A partida de hoje me lembrou a derrota para o Burnley na temporada passada, uma semana após vencermos o Arsenal na primeira partida da temporada. Essas derrotas não são questão de falta de qualidade, talvez não a ponto de justificarem o resultado. A principal razão é complacência. Chegamos para jogar contra o lanterna achando que o jogo estava vencido.
É óbvio, falo isso sem querer tirar os méritos do Swansea. Carlos Carvalhal falou após o jogo que o Liverpool é como um carro de Fórmula 1. Se deixar solto, corre e não para mais. No entanto, um carro de Fórmula 1 não consegue correr em um congestionamento, e o congestionamento foi o que fez o Swansea vencer a batalha tática hoje. Jogando em poucos toques, saindo jogando de forma direta e prendendo a bola nas pontas.
O Swansea está de parabéns por vencer o jogo de hoje, ainda mais se levarmos em conta o fato de serem o lanterna do campeonato.
Era aqui que queria chegar. Se não fossemos complacentes, teríamos vencido esse jogo independentemente de estarmos em um congestionamento com um carro de Fórmula 1. Se estivéssemos concentrados, podíamos encontrar uma brecha e dar uma arrancada, algo que não aconteceu.
Temos uma semana para nos recompor e corrigir os erros em Melwood. A próxima partida será contra o West Brom, em Anfield, pela quinta fase da FA Cup, competição que temos uma chance de ganhar. Devemos tratar as copas seriamente, ganhar um título, independentemente de qual, seria um grande avanço no trabalho de Klopp.
Até o próximo jogo!
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