Por Melissa Reddy,
Goal.com
“Como ele
está?”
“A sua
família está bem?”
“Eu me
lembro dele me dizendo uma história de como conheceu a esposa, eles ainda estão
juntos?”
Um
afetuoso Jürgen Klopp continua a fazer suas perguntas despretensiosas. O
assunto principal é um ex-jogador que jogou com o treinador do Liverpool num
clube anterior, quase uma década atrás, mas mais do que o suficiente para o
alemão sentir empatia por ele.
Isso é o
normal e não é exceção para o treinador dos Reds, para quem aconselhou a Jordon
Ibe imediatamente após a vitória de 4 a 3 sobre o Bournemouth no dezembro
passado. O ponta tinha alcançado o seu melhor momento em Anfield e foi vítima da primeira janela de fora de temporada de
Klopp em uma venda de £15 milhões para a Bournemouth, mas o suporte e o
afeto com ao ex-técnico, permanece.
Relacionamentos
com esses jogadores que Klopp costumava treinar, tanto em Mainz quanto Borussia Dortmund,
tende a sobreviver depois do desligamento profissional. Isso provém de sua
genuína curiosidade ir além das habilidades em campo dos seus jogadores.
Klopp: “O
que um jogador pode fazer dentro ou fora da posse de bola é fácil de
estabelecer, mas as camadas mais profundas como: quem eles são, no que
acreditam, como alcançaram até aqui, o que os motiva, o que os espera quando
eles voltam do treino. Esses são os verdadeiros detalhes.”
Este é o motivo
do porquê Klopp estava perplexo ao saber que um membro da comissão técnica, não
sabia que Andy Robertson, a nova contratação do Liverpool, iria ser pai. Ele
exclamou: “Como você não sabe disso? Isto é o maior evento da vida dele agora. Come
on!”
O risonho, que espalha abraços a todos, tal caricatura de Klopp faz parte da dominante perspectiva de sua metodologia, mas mascara suas ferramentas cerebrais.
Pegue, por um instante, o grupo
do WhatsApp que o técnico criou com o objetivo de o elenco manter contato com
ele durante os últimos verões
Um pouco de união do grupo ou averiguação
dos fatos, permite a Klopp estender a sua esfera gerencial num ambiente de
relaxamento.
Ano passado, alguns jogadores
enviaram vídeos deles correndo na esteira para entrar em forma. Eles receberam
a resposta: “Ah interessante, então você acha que isso é correr? Errado”,
disse Klopp. Ele demonstrou o porquê que ele não queria eles correndo naquelas
máquinas, mas sim para aproveitar o verão, trabalhando o sistema cardiovascular em
praias, trilhas e parques.
Mensagem
entregue.
No 118° andar no grandioso hotel de Hong Kong, Ritz-Carlton, com um
impressionante vista, Klopp providencia um panorama de sua abordagem.
Ele estava fascinado pelos elementos psicológicos do jogo, e assim, os
momentos de insegurança do Liverpool como um fator determinante para a queda do
time na virada do ano.
“Eu diria que estava completamente confiante até 31 de dezembro quando
jogamos contra o Manchester City”, disse Klopp. “Era uma batalha fascinante
para os dois times com um merecido 1 a 0, mas tudo podia acontecer naquela partida.”
“Dois dias depois, jogamos contra o Sunderland, um jogo completamente
diferente, mas foi empate. Eles tinham um sistema tático para se defender bem,
mas duas vezes nós passamos por eles e eles precisaram de dois pênaltis para
conseguir um ponto, mas imediatamente em seguida, existia um sentimento entre
os jogadores de ‘ah, talvez nós não sejamos tão bons assim. Desperdiçamos nossa
chance. Tivemos a oportunidade e não aproveitamos.”
“Era apenas um jogo! Todo mundo já perdeu pontos, até o Chelsea, tudo
bem não foi tão frequente porque eles foram campeões no final, mas aconteceu. É
tudo apenas como você controla essas situações e é algo que estamos realmente
trabalhando para estarmos mais fortes psicologicamente.”
Klopp descreve o seu incômodo sobre a influência de opiniões externas em
funcionários do Liverpool.
“Nós tivemos dois principais problemas em janeiro: A falta de confiança
que nós deveríamos ter em nós mesmos e muitas lesões, acrescente a ausência de
Sadio Mané que estava na Copa das Nações Africanas enquanto os jogos não
pareciam parar.” ele disse.
“Então em fevereiro, nós sofremos com a intensidade do mês anterior e já
estávamos em março. Ganhamos jogos novamente, mas então as pessoas diziam:
‘esse não é o mesmo futebol, eles estão sofrendo’ e isso novamente criou
dúvidas nos jogadores.”
“Eles escutam estas vozes, o clube inteiro escuta estas vozes que diz
‘ah, é de novo assim, eles não têm um Plano B para defesas sólidas, eles só
podem jogar apenas de uma maneira.”
“Nós acabamos com times no início da temporada passada ao alterar nosso
estilo em diferentes maneiras de jogar com nossas forças e minimizar as dos
adversários como contra West Brom em Anfield. Limitamos peças-chave deles que
sabíamos que seriam muito perigosas para nós.”
“O papo de Plano B mostra uma falta de conhecimento. No momento em que
você não se sente confiante, você não pode mudar muitas coisas, isso é insegurança.”
“Não é sobre mostra o que você pode fazer, como ‘Ei, aqui está o Plano D,
F, Q! ’ Meu trabalho não é provar que posso fazer 1000 técnicas diferentes ou
qualquer coisa, é fazer o que é melhor para os jogadores que tenho, com nossa
competência, na situação em que estamos.”
“Quando eu escuto ou leio algumas coisas dessas sobre nós, eu sei com
100% de certeza para não dar ouvidos. Mas todo mundo escuta, então temos que
jogar isso para fora e focar em nós e no nosso caminho.”
O quanto Klopp assegura que sua voz é ampliada no meio de tanto barulho,
especialmente quando a cobertura - da tradicional e dos fãs - aumenta em ambos
os lados e sua natureza imperdoável?
“Isto é muito importante. O que precisamos criar é onde eles têm que
entender completamente que o único criticismo que eles precisam pegar é o meu,
não porque eu sou o único que sabe de tudo, mas porque eu sou o único que
presta atenção a isso” ele explica.
“Eu irei dar o exemplo de Arjen Robben. Não importa o que o mundo diga
sobre ele, ou pense sobre ele, ele entrega.”
“Em um momento, ele irá errar um passe fácil e todos irão reclamar: ‘Por
que ele não chutou?’. Na próxima vez, ele não irá passar e chutar naquele
ângulo novamente e, gol, então dirão: ‘boa ideia chutar daí.”
“Ele não liga para as opiniões que vem de fora, ele sabe o quanto o time
precisa dele.”
“A regra é que é melhor ter 11 jogadores que fazem a mesma coisa errada,
que cada jogador fazer o que ele quer.”
Klopp aproxima no que um processo de pensamento normal de um jogador de
futebol pode ser alterado se ele se rende ao criticismo.
“Por exemplo, com Roberto Firmino as pessoas dizem que ele não faz
muitos gols.” Ele começa com seu comentário.
“O quê?! Ele é o melhor jogador sem precisar fazer gols, apenas pela
forma como ele lê o jogo para beneficiar os outros. Isso é excepcional! Mas e
se ele começasse a pensar: ‘ah, eu preciso marcar mais gols’ e começar chutando
por todos os lugares quando normalmente, ele faria um passe inteligente e
correria para abrir espaços?”
“Tem a necessidade de haver um plano, uma voz, uma crença. Não irá ser
para sempre perfeito, porque não somos perfeitos, mas é o nosso caminho.”
Klopp acredita que o problema da “dúvida em si mesmo” é sinônimo de um
jovem elenco numa fase de progresso, mas também destaca a inflamada posição que
Liverpool está.
“Estou realmente positivo quando olho para esses garotos que tenho, com
a atitude deles, a habilidade e a disposição de aprender.” ele conclui.
“Cada jogador que está aqui tem um motivo de o porquê estar no
Liverpool, um bom motivo.”
“Com esse conhecimento e com nossa fundação, nós não podemos apenas
ficar felizes com o que conquistamos na temporada passada. Temos que trabalhar,
trabalhar, trabalhar e alcançar o nível seguinte e ir o mais longe possível.”
“Olha para Trent (Alexander-Arnold)! Que potencial! Ele tem que melhorar
na sua defesa, este é seu objetivo. Sim, ele é um garoto, mas no momento em que
ele puder defender como um homem, ele pode jogar regularmente na Premier League.”
“Enquanto ele defender como um garoto e atacar como homem, então você
terá apenas metade desse talento.”
“Eu não posso mudar isso, apenas ele, e os jogadores sabem e estão
ansiosos sobre as melhorias que eles podem fazer”
“Olha pra Ben (Woodburn), que jogador! Ele foi colocado como No.8 contra
um lado forte do Crystal Palace e foi como se ele estivesse naquela posição a
vida inteira, mesmo que tenha ido para aquela posição poucas vezes.”
“Quando Gini (Wijnaldum) subiu, ele caiu para se tornar o nosso ‘seis’.
Então inteligência de jogo é uma grande habilidade de Ben e ele só vai melhorar.”
“Olhando para o elenco, Roberto ainda pode melhorar? É claro. Divock
Origi? Sim. Sadio? Ele ainda nem entrou!”
“Jogadores fazem decisões corretas quando estão com confiança, quando eles
não têm, então eles irão sentir ‘o próximo passe precisa ser o gol’ ou ‘agora
estamos sobre pressão e precisamos forçar mais’.”
“Não! Você continua com o que você está fazendo, tenta, tenta e tenta de
novo. Cada oportunidade perdida não é um fracasso, é uma informação: use e
tente novamente.”
Fonte: http://www.goal.com/story/inside-the-managerial-mind-of-liverpools-jurgen-klopp/index.html







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